segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Ser Criança

Como são belas as crianças,
Que bailam na inocência da sua alma,
Brincando…
Sentido a luz do mundo,
Por muito que as noites abracem a luz.
Coração puro,
Criam… inventam…Sonham…
Entre a imaginação
Fermentando a alegria
Que germinam nas acções,
Até onde o seu brincar as levar.
De sorrisos em cânticos ao vento,
Correm soltas,
Como pássaros destemidos
Abrem esperanças no tempo…
Na hegemonia do encanto
Pintam cores de beleza sentida.
São raízes que nascem na terra
Cultivadas nos jardins da vida
Entre os espaços que moldam
Abrindo as fronteiras do ser.
Com seus cabelos soltos
Saltam… correm… vivem…
Crescem num tempo que voa
E voam… sem sentir o tempo
Habitam no presente
Sem medo do futuro que se aproxima.
Transportam nos rostos,
Olhos que brilham de felicidade
Como é bom sentir esta liberdade…
Quando se sabe ser criança.

Fotografia - António Alfarroba (tema - Baloiço Maravilhas)

PS - Este poema é dedicado a todas as crianças, as que sabem ser e principalmente aquelas que não o são.

3 ondas:

SAM disse...

O poema é belíssimo. A dedicatória...Emocionou-me...

Beijos e ótima semana, amigo.

Sonia Schmorantz disse...

Quantas crianças que deixam de ser crianças antes mesmo de crescer...enjeitadas, abandonadas, seviciadas, maltratadas. Não são humanos os que rejeitam anjos!
Um abraço e boa semana

Ailime disse...

Luís,
Um poema muito belo que reflecte maravilhosamente a vida de uma criança feliz, na sua alegria de viver, nas suas brincadeiras em liberdade, quando a deixam ser criança!
Há o reverso da medalha e desculpa-me, mas há crianças ainda no mundo e não muito longe de nós, a quem ainda é negado o direito de ser criança!
Beijinhos