Caminhos, por onde vou…
Onde caminho passo a passo
Num tempo louco,
Onde o presente é passado…
O passado será futuro…
Habitando no silêncio
Neste mundo caduco.
Aproximo-me sem chegar,
Afasto-me sem partir,
Numa estrada de silêncio
Entre ruas e ruelas que levam a becos…
Na cidade que anoitece no deserto.
Jardins encobertos, onde as flores murcham
Alagadas em lágrimas de desespero
Sentidas por mães que com os seus rebentos…
Sofrem mil vagas hostis
De uma primavera que não chega.
Sopros que rasgam o anunciar…
Nas velas em farrapos de onde partimos
Das esperanças declamadas pela voz de alguém,
Rema… morosamente sem remos
Rema… dirá o vento
Silvam os gritos dos náufragos na praia nua
Em ecos mudos de quem tenta chegar mais além.
Neste espaço habitado por ninguém
Onde as lâmpadas se afogam
Soltando venenos do cansaço
Levando ao desespero…
Entre as tórridas correntes que caem
Caem… de quem vive.
Estrada feita de pedras,
Pedras feitas do nada
Sem sinais… sem destino,
Apenas o uivo da noite
Na estaca cravada no dorso ao luar,
De um coração que se ouve no peito,
Grita na profunda infância
A liberdade perdida.
Alguém… apenas alguém
Se soltará da cruz
Abrindo a janela de par em par,
Para que o sol possa penetrar,
Num fecundo momento…
Rasgando os filamentos da nudez das trevas
Germinando assim, um novo amanhã.
Onde caminho passo a passo
Num tempo louco,
Onde o presente é passado…
O passado será futuro…
Habitando no silêncio
Neste mundo caduco.
Aproximo-me sem chegar,
Afasto-me sem partir,
Numa estrada de silêncio
Entre ruas e ruelas que levam a becos…
Na cidade que anoitece no deserto.
Jardins encobertos, onde as flores murcham
Alagadas em lágrimas de desespero
Sentidas por mães que com os seus rebentos…
Sofrem mil vagas hostis
De uma primavera que não chega.
Sopros que rasgam o anunciar…
Nas velas em farrapos de onde partimos
Das esperanças declamadas pela voz de alguém,
Rema… morosamente sem remos
Rema… dirá o vento
Silvam os gritos dos náufragos na praia nua
Em ecos mudos de quem tenta chegar mais além.
Neste espaço habitado por ninguém
Onde as lâmpadas se afogam
Soltando venenos do cansaço
Levando ao desespero…
Entre as tórridas correntes que caem
Caem… de quem vive.
Estrada feita de pedras,
Pedras feitas do nada
Sem sinais… sem destino,
Apenas o uivo da noite
Na estaca cravada no dorso ao luar,
De um coração que se ouve no peito,
Grita na profunda infância
A liberdade perdida.
Alguém… apenas alguém
Se soltará da cruz
Abrindo a janela de par em par,
Para que o sol possa penetrar,
Num fecundo momento…
Rasgando os filamentos da nudez das trevas
Germinando assim, um novo amanhã.
Fotografia - Petrus (tema - Heavy fishery)











10 ondas:
Sorrio... e enternecida com o teu belíssimo poema que acabei de ler
no Luso!
Emocionada, fico...
Parabéns, querido poeta!
Beijo.
Aaaah...
Que lindo!
Obrigada pela força, querido! Estou fascinada por conhecer tanto poetas! Estamos tecendo juntos...
Um abraço, parabéns por sua poesia e obrigada também pela força!
Escrever poesia continua a ser um mistério... parabéns.
Abraço
Chris
São flores de mil cores,
Campos repletos de mil odores
São borboletas esvoaçantes,
Em voos derrapados e estonteantes
São os grilos, em frescas músicas anunciando o dia
É o bem-querer do calor, que se estende em tons alegria
São os risos cintilantes das crianças, em férias prematuras
O cair dos corpos, em ervas verdejantes e imaturas
Um pouco de boas sensações :-)
_
Um renascer . Oportunidade que a vida nos dá. A cada segundo, a cada minuto, a cada semana.
Obrigada pela visita no Arco-Íris! Volte sempre. Com sorrisos de poeta, renascidos e sorrisos!
Parabéns pelo teu Mar de sonhos - aqui apetece navegar. Sem receios de naufragar.
Beijinhos meus para ti!
Lília
Caminhos por onde vou, sempre me trazem aqui, onde mora a poesia.
Um abraço
Obrigado pela visita
A sabedoria com as coisas da vida não consiste, ao que me parece, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes e o que fazer depois. (Léon Tolstoi)
Um beijo
A vida é um incêndio:
nela dançamos,
salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...
(Mário Quintana)
Desejo um lindo resto de semana com muito amor e carinho.
Abraços Eduardo Poisl
oi,
sou a Izinha do blog magicoolhar, vou tirá-lo do ar e estou substituindo pelo "Simples, assim..."
te espero...
mil beijos!
Lindo poema!
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