sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Vivendo apenas para amar

Chamo-te em silêncio
Porque te amo,
Envolvo toda a natureza em ti,
Num coração que bate…
Bate… alucinado
Declamando na poesia o teu nome,
Em baladas de paixão.
Digo o quanto te quero
A minha boca seca
Vagueia em desejos…
Desespero que me aglutina,
Hoje e sempre…
Espero pelo teu beijo,
Saciando assim a minha sede.
E a noite que me sufoca,
Vazio vale onde me deito…
Fico prisioneiro das estrelas
Em sonhos adormeço…
Onde ergo o nosso mundo,
Nos castelos luminosos dos cometas.
Como uma musa,
Harmoniosa em encanto
Pele suave como pluma,
Cetim, algodão que conquista
Fecho os olhos no toque…
Volto a sentir a vida.
Aqueço-me na luz do teu olhar
No aconchego do teu sorriso
Onde encontro a felicidade…
Esfumando assim a névoa
Da prisão que me mata
Quando estou sem ti.
Peço… no murmúrio da minha voz
Ao tempo que pare…
Que pare para sempre
De forma, que o nosso momento,
Seja imortal…
Vivendo apenas para amar.

Fotografia - Vieirinha (tema - Cada coisa, cada momento...)

quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Corro e tudo acontece

Corro…
Como se o tempo acabasse,
Como se a ave não voasse
E o dia não nascesse...
Corro…
Passos largos,
Os pés que beijam o chão,
No abraço que te dou…
Que me dás…
Neste mergulho infinito
Em teu corpo.
Corro…
Nas palavras que escrevo,
Onde vagueio…
Nas memórias do passado.
Hoje, presente
Bêbado em sonhos
No silêncio esqueço.
Corro…
Numa correria louca…
Vã…
Mero imortal,
Onde fico? Onde vou?
Onde o caminho me deixar.
Corro apenas…
E tudo acontece…

Fotografia - Daniel Oliveira (tema - Platonic Love)

sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

O meu voo

Somente sinto o espaço,
Nesta dimensão que me cerca
Rasgo o céu…
Encontro a liberdade
Na plenitude serena que me invade.
Nas asas do vento,
Atravesso o infinito…
Apaixonadamente plano
Entre sonhos,
Realidades que persigo
Procurando a felicidade.
Nuvens de algodão,
Que penteio com os meus dedos
Limiares divãs onde me deito
Sentindo licores em pétalas
Néctares perfumados
Da paz que me cerca.
Acendo as estrelas
Com o brilho do olhar
Cintilantes viagens
Esfera da imaginação,
Magia que embebeda o meu ser.
Como um pássaro
Além do horizonte…
Voo sem limites
Livre… E Feliz!

Fotografia - Susana Camões (tema - Voar)

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Nos becos sem história

Entre picos,
Nas pétalas de uma rosa
Chovem lágrimas de sangue,
Névoa que abraça,
O presente sem tempo.
Metáforas sem liberdade
No embolo do ser…
O espelho que se parte
Com medo do próprio reflexo,
Numa foice que varre
No olhar que cega o medo.
Infinito que germina o vazio
Lança que trespassa
Corvos que esvoaçam
Perdidos…
Em gestos derradeiros.
Longe,
Soltam-se os gritos,
Entre silêncios anunciados
Caminham almas camufladas
Gemendo na memória
A loucura que fere e mata.
Na cidade…
Escuridão que cerca,
Lobos que uivam
Labirinto que gela,
Passos no caminho de pedra,
Rasgam o destino em pedaços.
Fica o prefácio sem livro
As lágrimas que caem
Escondem a verdade
Nos becos sem história.

Fotografia - Bruno Silva (tema - [_da presença invisível_]

segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

O poeta que ama

Amo…
Quando o poeta sente,
Celestial momento que adormece
Todo o meu corpo embriagado
Deste sentimento puro,
Oriundo de ti.
Iluminas a minha vida
Com o teu olhar…
A perfeição nasce nos teus passos
Germinando a inspiração das palavras,
De letras banhadas em paixão.
Escrevo…
Porque sinto… mais,
Cada vez mais,
Elevo pensamentos, em sonhos
Seguindo o eco do teu rasto,
Tornando-o o meu destino.
Em ti, rebentam flores,
No perfume da tua pele
Deslumbrando o meu universo,
Do sentimento que se vive.
Na tua beleza, me rendo
Um amor que me envolve,
Gestos imortais que purificam
Na plenitude de um abraço.
Lábios entre os lábios,
Beijo aceso,
Quente… de sabor único
Bate fortemente o coração
O mundo parou
Fico anestesiado
E nada mais existe
Além de nós...

Fotografia - Marcos Moreno (tema - La fuente del amor)

quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

É tempo de ser... FELIZ

Acordei.
Pergunto, onde está o tempo que vivi?
E como o sol que desperta no horizonte
Serenamente despertei para a vida
Na lucidez que me encontro.
No silêncio.
Chorei lágrimas de sangue,
Na cela enclausurado onde me encontrava,
Com as asas partidas, não voava,
Respirava a noite, sem conhecer o dia.
O tempo passou num carrossel desfeado,
Nevoeiro perseguia o meu destino,
Perdido procurava o caminho.
Sem luz vivia um presente no passado.
Pobre, desnudo corriam em mim lágrimas
Na fogueira que se extinguia
Mãos cravadas de balas me sentia,
Lírio que murchava sem vida.
Abri os olhos.
Gritei,
Como acordando para um novo dia,
Neste amanhecer que me ungiu.
Soltei as amarras que me prendiam ao cais.
Entraste em mim como magia
Sorri no brilho do olhar,
Voltei a amar...
Acreditar...
Que era possível.
Senti o ar puro na cara,
Elevei todo o meu ser,
Flutuando em castelos de nuvens
Mergulhando na paz que me davas.
Libertei a minha alma ao vento,
De cor voltei a pintar o filamento,
Enchi o espaço que me circundava,
Céu azul... tornou-se o meu destino
Voei sem limites.
Agora contigo, sou FELIZ.

Fotografia - JCST (tema - Olhando o mar, sonho sem ter de quê.)

segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Chamaram-me poeta do amor

Chamaram-me poeta do amor,
Mas… não há matéria para o ser
Complexidade suprema para o fazer,
Pois poeta não sou…
Mas sinto…
Correr nas minhas veias
A magnitude do sentimento.
Escrevo o que a minha alma respira,
No meu peito
Sinto a flecha do cupido,
No coração que bate por ti,
Fazendo-me suspirar no deslize das palavras,
Amando sem parar em cada verso.
Como o orvalho na pétala de uma flor,
Uma pérola desliza lentamente
Sinto… escrevo… as palavras que liberto
São lágrimas que derramo,
Saudade, quando não te vejo.
Interpreto o fruto nupcial,
Balada que nos une,
No constante despertar da felicidade…
Ofereço dia a dia…
Muito mais que palavras,
O calor do nosso beijo
Em ti minha deusa amada.
Seduzo nesta imensidão das letras,
Empolgo-me no brilho do teu olhar…
Que me inspira,
Faz-me sonhar…
Para te dizer hoje e sempre
Sou teu, meu amor.
Talvez… por te amar assim.
Chamaram-me poeta do amor…

Fotografia - Óscar Silva (tema - Caminhamos juntos)

sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Calor do amor

Canta...
Esvoaça...
Além dos limites do ser,
Moldando os sentidos
Sob o olhar
De quem toca o horizonte.
Com um fio do teu cabelo,
Teci a magnitude do universo
Nos trilhos da imaginação,
Alimentei o meu sonho.
Brota o perfume do teu corpo,
Lírios que dançam,
Forma colorida na tela...
Pigmentando o mundo com arte.
Solta-se a voz,
De quem viaja...
Musica celestial
Harmoniosa sinfonia
Beleza infinita,
Imortal prazer.
Abro a janela,
Rasgo a penumbra...
Com os raios de sol
Deixo entrar o Sonho em mim
Sentindo o calor do AMOR!

Fotografia - Marcos Moreno (tema - Reflejos de amor)

quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Nas asas das minhas palavras

Abri a janela
Raios de sol,
Rasgaram o silêncio.
Cegas as palavras ganharam vida…
Voando como labaredas acesas,
Em poemas harmoniosos
Que as minhas mãos libertam.
Alma de poeta,
Escreve na nudez do papel,
Pureza que invade
Abraça com seu manto de fel…
Transforma…
Gerando mundos de sentimento.
Solta-se o meu corpo,
O meu Eu profundo,
Navegando em riachos cristalinos
Reflexos sentidos
Que acendem a minha noite.
Agarro as estrelas,
Viajo na cauda de um cometa
Elevando o meu sonho.
Ilusão que alimenta,
Fértil além do horizonte…
Palavras que embriagam os poemas
Que escrevo…
Onde vivo e faço viver,
Sempre mais além
No voo do pensamento.

Fotografia - José M G Pereira (tema - acompanhar um teu voar)

segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Sente as minhas palavras

Escrevo…
Expressões do sentir
Fruto da imaginação,
Minha… Tua…
De todos e de ninguém.
Neste céu que é uno
Liberto todo o meu ser,
Caminhos certos… errados…
Metáforas findas…
Apenas sou o que vês.
Quem sou afinal?
Não sei…
Perco-me na imensidão
Silêncio de mim,
Saberás tu responder?
Talvez… talvez sim.
Finjo a vida que engano,
Sonhos infinitos…
Que alcanço e desfruto.
Passo a passo,
Pedra, sobre pedra…
Construo a nossa morada,
Livre me solto,
Palavras em pétalas de letras,
Escrevo o sentir
Fecha os olhos,
Segue…
Sente o que escrevi.

Fotografia - Helder Mendes (sem tema)